Porque não comparar Harry Potter



Ao longo dos anos, e mesmo depois da estreia do último filme, Harry Potter tem sido comparado com outras sagas. Uma das mais famosas associação é à trilogia O Senhor dos Anéis, escrita por J.R.R. Tolkien entre 1954 e 1955. É certo afirmar que existem algumas semelhanças entre ambas as obras. Mas, em sua totalidade, são expressamente díspares.

Seja comparado ao Senhor dos Anéis, ou até mesmo a séries escritas recentemente, como Jogos Vorazes (Suzanne Collins), Percy Jackson e os Olimpianos (Rick Riordan), Divergente (Verônica Roth) e, Santo Deus, Crepúsculo (Stephanie Meyer), sendo o último um ultraje, diga-se de passagem; a verdade é que Harry Potter, perante todas as outras sagas, já escritas e que ainda estão por vir, não pode ser comparado. E entendi o real motivo disto há alguns dias.

Ganhei de natal do meu namorado o box com os livros na versão britânica original e decidi reler Harry Potter e a Pedra Filosofal. Tão logo comecei, meu peito se encheu da magia e do amor imenso que sinto pela saga, pelos personagens, pelo mundo de Harry Potter em si e, significativamente, por J. K Rowling. Sim, eu amo especialmente a mulher que me mostrou ser possível existir num mundo criado unicamente por nós e para nós. A verdade é que reler qualquer livro ou rever qualquer filme, nos dá aquela sensação maravilhosa de o estar fazendo pela primeira vez. E isto não acontece com qualquer outra coisa que possamos aprender a gostar na vida.

A verdade é que Harry Potter é a voz, o coração de uma geração, que ainda hoje se emociona a cada novo avanço do elenco do filme, cada novidade postada fielmente por nossa Rainha (porque até então não encontrei palavra que a defina melhor) no twitter, a cada edição especial lançada e que se enfurece em ouvir comentários maldosos e cruéis sobre a saga.

Hoje tenho vinte anos e acompanho os filmes desde os seis. Li os livros com 14 e procuro relê-los sempre que possível. E entendo que uma das coisas mais especiais que Harry Potter me proporcionou foi a chance de crescer com ele, Rony, Hermione e todos os outros. Harry me ensinou a valorizar as amizades, ver que as pessoas não são constituídas apenas de bem ou mal, que o preconceito contra qualquer pessoa não deve ser levado adiante. E, principalmente, que o amor é a coisa mais importante que temos.

A sensação que sinto é a de que posso ver e rever, ler e reler mais de vinte vezes e não estarei completamente satisfeita. Coisa que jamais poderia dizer com O Senhor dos Anéis, série que admiro a grandeza e a maestria com que foi escrita ou mesmo com Jogos Vorazes, que acompanhei do primeiro ao último filme nos cinemas.

A verdade é que jamais imaginei encontrar sete livros escritos tão magicamente bem, do início ao fim, cuja história dos personagens esteve tão bem traçada desde sua criação até o suspiro final.

Para mim , todos eles são reais. Tudo é real. E sei que para nós, fãs, nada pode ser comparado a Harry Potter. Pois a verdade é que o mundo de Rowling, que aprendemos a chamar de nosso com o passar dos anos, é insubstituível, seu lugar não pode ser tomado por outra coisa escrita ou filmada. Incomparável, por todos os motivos citados e muitos outros. E, acima de tudo, eterno.
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