Quando se é fã incondicional de Harry Potter



Uma das minhas características mais marcantes é com certeza o fato de ser fã incondicional de Harry Potter. É o que faz as pessoas se lembrarem de mim ao ver uma imagem ou notícia sobre o universo criado por J. K. Rowling.

Não demora muito até que todos a minha volta percebam minha devoção ao bruxo mais famoso de todos os tempos. Basta que me perguntem o que significa esse desenho que tatuado nas costas: as relíquias da morte. Ou mesmo a bolinha com asas acima do tornozelo esquerdo: o pomo de ouro.

Fiz duas tatuagens para homenagear a saga e sei que pretendo fazer outras. Às vezes ouço comentários desagradáveis ou perguntas do tipo: "Mas você não acha que vai se arrepender quando for mais velha e não gostar mais de Harry Potter?" "Harry Potter não é coisa de criança?"

Respondendo a primeira pergunta, não acho que eu vá me arrepender algum dia por ter tatuado as duas coisas, já que pensei pelo menos um ano antes de procurar um tatuador com tal desenho em mãos. Até porque sei que Harry Potter é, acima de tudo, eterno para mim e extremamente importante na formação da pessoa que sou hoje.

Não encaro como livro ou um filme, mas sim com uma grande lição. Claro que, infelizmente, quando lemos o livro ou assistimos o filme, não aprendemos a usar magia. Apesar de eu ter tentado girar, sacudir e dizer "Wingardium Leviosa", várias vezes e sem resultado nenhum. Mas aprendi lições importantes, como a importância do amor e da verdadeira amizade.

Como já disse em um texto publicado no meu facebook quatro anos depois de a estréia do último filme, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2, fui privilegiada no estágio em 2015 ao poder participar de um evento literário na cidade com o objetivo de ouvir das pessoas qual era o livro da vida delas e porquê.

Muitas se lembraram de Harry Potter, às vezes por ter sido a obra que as instigou a ler outros livros. Ou até mesmo porque gostavam de imaginar a vida mágica que Harry compartilha com seus amigos em Hogwarts. Mas um relato, em especial, me marcou, foi um de um homem, já mais velho, que chegou, pensou um pouco e soltou: O livro da minha vida foi Harry Potter, porque nós passamos tanto tempo juntos que sinto que ele faz parte de mim e eu dele.

E com essa resposta, do homem mais velho, digo que definitivamente não, Harry Potter não é coisa de criança. É também, coisa de criança, adolescente, jovem, adulto e até de idosos. Harry Potter é coisa de quem se deixa levar pelo universo mágico e maravilhoso criado por uma mulher de igual grandeza.

Harry Potter é para todos nós. Especialmente os fanáticos. E, acima de tudo, não há nada melhor do que ser lembrado por alguém que viu algo sobre Harry Potter. Ser minimamente associado a tal obra, faz toda diferença. Obrigada Harry, Ron, Mione, Rowling e todos os outros, por tudo. E obrigada a vocês, que se lembram de mim por causa deles.
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