Crítica: Regression (2015)


2015. Terror, Suspense. 106 minutos. Escrito e dirigido por Alejandro Amenábar. Com: Ethan Hawke, Emma Watson, David Thewlis, Devon Bostick, Aaron Ashmore, Dale Dikey, David Kristian Dencik, Aaron Abrams, Kristian Bruun, Adam Butcher, Lothaire Bluteau, Peter MacNeill, Janet Porter e Jacob Neayem.

John Gray (David Dencik) é acusado de abusar sexualmente da filha, Angela (Emma Watson), e o caso vai parar nas mãos de Bruce (Ethan Hawke). Desconfiado da situação, o policial conta com a ajuda de sessões de "regressão" realizadas pelo Professor Raines (David Thewlis), para descobrir o que realmente aconteceu.

Mais uma vez Alejandro Amenábar apresenta o debate da religião, dessa vez falando do abuso de ritual satânico que preencheu as denúncias da policia americana de 1980 até 1990, o roteiro do filme - "baseado em fatos reais" - deixa marcas de "Os Outros" (2001) e "Alexandria" (2009), mas passa longe de apresentar a mesma qualidade.

Angela, com medo da confissão, encontra em Bruce um ponto de confiança. Ela então começa a contar o que "se permite dizer" enquanto aponta suspeitos. A cena na qual a garota se apresenta ao público pela primeira vez - lá se foram mais de 15 minutos de filme - dosa de um suspense bobo, feito para causar burburinhos entre fãs - como se ouvíssemos lá no fundo alguém gritar porque Emma Watson apareceu.

O investigador não se limita a garota e busca pistas em outros personagens. O que as sessões de regressão relevam são rituais de satanismos, abuso e sacrifício. O terror do filme se apresenta em poucas cenas, com caracterizações assustadoras só ao primeiro olhar - satanistas que mais parecem ter caído em uma bacia de farinha. O sarcasmo delas (também há homens) por muitas vezes lhes dá ares de bruxas, daquelas que estrelariam um "Convenção das Bruxas" 2. 

O apelo do protagonista para artigos religiosos quando a ciência da investigação parece não mais lhe ajudar a desvendar o mistério - ao longo do filme Bruce começa a carregar crucifixos e bíblias - é a crítica de Amenábar, o quanto a nossa imaginação é capaz de nos fazer alucinar quando estamos absorvidos por questões que desafiam a nossa racionalidade.

NOTA: 2,0
(As notas vão de 0 até 5)


Eu não diria que devemos jogar o filme no lixo. Tem um tanto de questionamento, uma pitadinha de susto, algumas boas atuações - Emma se inclui nelas. Mas o longa escorrega tanto que acabou caindo em um formato infantil, caricato, que até pode surpreender alguns, mas está longe de ser um daqueles filmes bacaninhas, nem passa perto disso. Mais uma vez Watson encontra um grande diretor em um mau momento.

Opinião de Mamá
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