As vezes que Harry Potter me fez chorar



Harry Potter me fez chorar inúmeras vezes. Mais de uma vez em um mesmo livro ou filme. Harry Potter me fez chorar porque dói, é intenso. Me fez chorar de felicidade, de emoção. Chorei porque Harry Potter me fez sentir parte de um universo mágico.

Quando vi Harry Potter e a Pedra Filosofal no cinema pela primeira vez, chorei de tristeza pelos pais do Harry, que tinham morrido, fiquei com um nó na garganta quando Rony insultou Hermione e me atirei aos prantos quando Hagrid presenteou Harry com o álbum de fotos dos pais dele. 

Na Câmara Secreta, amaldiçoei baixinho aqueles que desconfiavam do Harry e lamentei quando Hermione foi petrificada. Meu coração saltou de alegria e algumas lágrimas correram por meu rosto também quando ela foi salva e deu um abraço desajeitado em Harry e um aperto de mãos sem-graça em Rony. Ali, eu provavelmente já sentia, ainda que sem saber, que os dois formariam o melhor casal de todos os tempos. 

Depois, veio o Prisioneiro de Azkaban e foi a vez de suplicar com Hagrid pela vida de bicuço, querer consertar tudo e dar a liberdade a Sirius e, principalmente, conseguir pegar o Rabicho e entregá-lo aos dementadores. Aliás, foi neste ano que fiquei imensamente triste pelas lembranças que os guardas de Azkaban davam a Harry. Sua mãe gritando por socorro. 

O Cálice de Fogo talvez tenha sido a vez que eu menos chorei. Acho que algumas poucas lágrimas saltaram dos meus olhos quando Cedrico morreu. Talvez mais pelo sofrimento de Harry do que pelo próprio personagem morto. 

A Ordem da Fênix trouxe um dos meus maiores sofrimentos. Sirius. O último resquício de família de Harry, se foi para sempre. Senti a pele arder ao ver o "Não devo contar mentiras" marcado no torso da mão dele. 

O Enigma do Príncipe me surpreendeu. Pois não derramei uma única lágrima quando vi Dumbledore morrer nas telas. Mas o livro me deixa em um pranto mortal ao ler as poucas palavras que precedem a morte do diretor de Hogwarts. Mas o choro foi de orgulho ao presenciar a coragem de Harry ao enfrentar Snape. 

No final, chorei ainda mais do que todas as outras vezes. Chorei por Edwiges, Moody, Dobby, Belatriz, Colin, Tonks, Lupin e até pelo próprio Voldemort. Depois de algum tempo, acabamos por pegar uma afeição pelo tio Voldy. Mas as maiores dores foram por Fred Weasley, que me fez chorar por uma madrugada inteira, sem parar e Snape, o meu personagem favorito, que se foi da maneira mais bonita e significativa que poderia. Deixando para trás, lembranças sublimes, que me fizeram lamentar mais ainda sua ida. 

É, parando para analisar, Harry Potter me fez chorar inúmeras vezes. Mais do que qualquer outra coisa. E sei que não foi só por eu ser sensível, mas sim porque eu sempre me senti parte da vida dele. Pois cada morte representa não só um personagem, mas um amigo querido que se foi e de quem todos nós sentiremos falta. 

Apesar de tudo, acho que nunca chorei tanto como quando fechei a última página de as Relíquias da Morte. Naquele momento, já sentia saudades de tudo. O bom é que eles sempre estão ao meu alcance, posso voltar a chorar, sorrir e me emocionar sempre que quiser. 
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