"... É melhor manter o olho no velho Severo Snape, definitivamente."




Longe da boa aparência e da popularidade, o que podemos dizer sobre o “homem mais corajoso que eu já conheci”? Um dos bruxos mais talentosos da história e ter toda essa glória com apenas 38 anos de idade com certeza não é pra qualquer um. Cresceu em uma cidade localizada próxima de fábricas abandonadas e de um rio sujo na Rua da Fiação, subúrbio de Cokeworth. Filho de um pai trouxa e uma mãe bruxa que brigavam toda hora, tornou-se uma criança com poucas habilidades em conviver com as pessoas... Diante de todos esses entraves, o menino apresentava enorme talento com magia antes, até, de ingressar em Hogwarts onde estudou de 1971 a 1978. É óbvio que estamos falando de Severo Snape.

O Príncipe Mestiço, Ranhoso, Sev. Aluno, Comensal da Morte, agente duplo, professor (mestre das poções e defesa contra as artes das trevas), membro da ordem da fênix, diretor da Sonserina, diretor de Hogwarts, o homem que Dumbledore mais confiou, herói. Alguém teve (ou tem) um currículo desse? Não é todo mundo que pode ensinar “a engarrafar a fama, cozinhar a glória e até por um fim, na morte”.

Severo Snape, o bruxo que conseguiu a confiança de Alvo Dumbledore e Lord Voldemort ao mesmo tempo, arriscando sua vida todos os dias para defender, proteger e se redimir do amor não correspondido mais impressionante e emocionante da história. Seus sentimentos pela Líllian eram tão brilhantes que foi capaz de se tornar o protetor da pessoa que ele mais poderia odiar. Consolava-se diante de sua pior perda e seguia seu caminho tranquilamente, sereno, frio, calculista, em silêncio... Um notívago que usava as noites como inspiração, atingindo picos de energia extraordinários. Sua cor preferida retratava todo seu apego ao luto eterno revertendo-o em grandiosa força intelectual capaz de superar todos os perigos que o cercavam tanto pelas forças do bem quanto pelos poderes do Lord das trevas. Ele “fez coisas grandes, terríveis, mas grandes...” Tom Riddle poderia se vangloriar por ser o protagonista dessa menção do senhor Olivaras, porém imagine-se no lugar do Snape e seja capaz de demonstrar tamanha frieza ao ver seus companheiros de trabalho em sua frente, pedindo piedade, socorro e serem mortos de maneira cruel tanto pelo Avada Kedavra quanto pelo veneno de Nagini e sinta-se agindo normalmente como se nada tivesse acontecido. Isso é um feito maior que o Voldemort. É um feito que custou sua própria vida.

“O meu amor pela Líllian é tão imenso, Potter, que sua ausência tornou-se a pior tortura da minha vida e meus arrependimentos seguirão até o túmulo”. “Eu me arrependo, amargamente, da morte de Líllian”. Para mim, essas palavras seriam o significado das lágrimas derramadas naquele pequeno frasco de vidro, nos seus últimos minutos de vida, apreciando o último resquício de lembrança de sua eterna amada: os olhos, verdes, de Harry Potter.

Managed Mischief.
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