Como Ezra Miller conseguiu ser o Flash e Credence, de Animais Fantásticos?


"Eu não tenho certeza do quanto eu posso contar...”

Assim começa uma conversa sussurrada de Ezra Miller com um correspondente do Pottermore, como se alguém fosse acordá-lo de um sonho se ele falar mais alto. Especialmente quando o assunto é Credente, seu personagem em Animais Fantásticos e Onde Habitam.

“Então eu ouvi sobre essa parte”, ele começa, “e me lembro que pra mim – para alguém que se envolveu com Harry Potter tão jovem, como um fã – eu pensei que que esse era um universo que estaria fechado pra mim para sempre. Eu pensei que tínhamos tudo que teríamos desse mundo, eu pensei que tinha acabado. Passei anos devastado que não estava naquele mundo, que eu não estava naqueles filmes, eu diria: ‘eu posso ter sotaque britânico, eu prometo’”.

Só um detalhe, Ezra pode realmente fazer sotaque britânico. Na verdade, ele faz uma adorável e bem real impressão de Eddie Redmayne.

“E aí, ouvir que J.K. Rowling tem expandido aquele universo. Que há mais e que havia esse personagem... quase não acreditei”. Ezra é fã como todos nós, também foi difícil para acreditarmos.

“Eu improviso esse personagem e sou chamado depois de dois dias por David Yates. Até aí, eu tinha investido nesse personagem e, se você olhar as gravações, eu realmente me tornei Credence. Há tanta coisa que eu tenho feito como Credence, que só percebi naquele dia”.

É claro, foi oferecido o papel a Ezra. “Eu queria muito esse papel”, ele diz.

Tudo foi muito próximo de quando ele tinha assinado para viver o Flash, personagem da DC Comic, nos cinemas e havia problemas com os horários. Mas Ezra estava muito envolvido, não teria nada que o fizesse desistir do papel.

“Então eu estou pensando sobre o papel, sonhando com isso, eu o quero e eu sei no fundo que eu farei qualquer coisa para consegui-lo,” ele diz, e eu acredito nele. “então eu comecei a mandar e-mails para a Warner Bros. e dizer ‘olha o Humphrey Bogart!’”

Com isso, Ezra aponta para atrás de do correspondente do pottermore para uma grande foto em preto e branco de Bogie, na parede da cafeteria em Leavesden Studios.

“Casablanca (1943) foi seu décimo primeiro filme com o estúdio naquela década. Não fazemos mais isso, não criamos relacionamentos entre atores e estúdios. Não existe lealdade assim mais. Eu digo nesses e-mails que eu quero fazer isso. Eu quero Credence e eu quero The Flash.”

“Enfim, eles movem montanhas,” ele diz, suspirando como se ainda não pudesse acreditar no que aconteceu. “Grandes, enormes montanhas são movidas e fizemos dar certo.”


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