Helena Bonham Carter relembra seu filme "Howard End" de 1992


Helena Bonham Carter deu uma entrevista para a revista Architectural Digest (que tem o tema central a arquitetura) sobre seu antigo filme, Howard End, e sobre várias outras coisas pessoais, segue a tradução de uma parte dela.

O filme de 1992, Howards End, sobre o patrimônio da família Wilcox que há de herdar a casa que se tornou um objeto de desejo de todos foi relançado recentemente em Nova York e está marcado para fazer o mesmo em Los Angeles no dia 2 de Setembro. Helena Bonham Carter, que interpreta uma das irmãs Schlegel, Helen, sentou-se com a Architectural Digest para falar sobre suas memórias de fazer o filme.

Helena fala do filme como “um clássico”. Ela acredita que a relevância se mantém até hoje. "Há coisas que não mudam na humanidade, como a falta de tolerância e a diferença social, então as mensagens centrais permanecem reais”.

A atriz não só fala muito bem do filme em si, mas também do tempo gasto na criação dele. Helena diz que o processo de fazer o filme foi muito agradável e que ela teve um momento muito feliz em toda a produção.

Quando foi perguntado se ela tinha alguma memória que era particularmente inusitada, ela relatou que teve problemas com um adereço e explica que havia uma grande quantidade de chuva envolvida na cena, então todas as cenas ela atravessava a praça e, em seguida, voltava para a porta com um guarda-chuva. Acontece que andar com o guarda-chuva estava sendo muito difícil, pode parecer fácil, mas segundo Helena, ela teve um tempo frustrante tentando manter o guarda-chuva sem virar para fora e entrar pela porta de uma forma natural.

A entrevista, em seguida, se desviou um pouco do filme e seguiu para a vida pessoal de Helena. Uma vez que o filme gira, principalmente, em torno da casa Howards End e sua estética, Helena foi questionada sobre a arquitetura e a decoração de sua própria casa. Ela a descreve como conjunto de estúdios artísticos, parecidos com lofts. A casa foi construída em 1800 e, na verdade, encomendada por artistas. "A maioria das pessoas que vêm pra casa acham que são cenários de filme que eu criei."

“É um pouco do País das Maravilhas. Eu acho que uma coisa que eu aprendi com a atuação é que se você tiver um ambiente que te ajuda ele pode mudar a sua vida; ele pode mudar a sua visão; ele pode fazer você feliz ou fazer você fantasiar. Eu sempre senti isso porque eu uso a minha imaginação em minha vida profissional e enquanto crescemos, muitas vezes você podemos nos esquecer disso, mas temos que viver com imaginação. É um dom e eu tento ensinar meus filhos a viver com essa imaginação. Você não tem que deixar esse dom ir embora só porque você cresceu. Minha casa parece algo que devia estar em um livro, francamente, ou deveria ser uma lugar de faz de conta”.

Dá pra ver que a casa é menos uma casa e mais um reflexo da personalidade da atriz. Helena admite também que ela coleciona acessórios, principalmente chapéus e sapatos: "Minha mãe sempre disse 'Você só tem uma cabeça, você sabe." Ela diz que sempre que um amigo precisa de um traje, eles vêm para fazer compras em seu armário devido à quantidade de coisas que possui.

A entrevista termina com uma pergunta que é impossível errar, falou Helena, que ainda começa a sua resposta com "eu acho que estou indo para o lado errado", e a pergunta era: Qual pessoa, viva ou morta, você convidaria para um jantar? Helena responde imediatamente: “Com Shakespeare”. Ela diz que sempre quis saber quem ele era e como ele fez tudo aquilo, ou mesmo se ele fez tudo que parece ter feito.

Helena Bonham Carter é uma mulher extremamente interessante. Eu [entrevistador do Architectural Digest] nunca estou entediado e nem desapontado ao ler suas entrevistas.


Leia a entrevista completa aqui.
0 Responses