O medo de um nome só faz aumentar o medo da própria coisa.




No terceiro ano de Harry em Hogwarts, aprendemos com nosso saudoso profº R.J. Lupin que a melhor maneira de nos livrarmos de um bicho- papão é através do riso. Mais especificamente transmutando a imagem do nosso maior medo em algo que nos faça rir, através do feitiço “Riddikulus”. Se fizermos uma analogia com a maneira que lidamos com os nossos medos, poderíamos caracterizá-los como verdadeiros bichos-papões escondidos nos armários da nossa mente.

E o que seria dos nossos medos se, ao invés de paralisar, déssemos gostosas gargalhadas diante deles? Será que, ao “ridicularizar” nossos bichos-papões mentais, teríamos o mesmo êxito que os alunos de Lupin? Acredito que sim, desfrutaríamos a vida com maior plenitude e felicidade ao trazer essa magia para nossa realidade. Embora o medo ocupe um lugar muito importante na evolução humana, às vezes, enfrentá-lo é a escolha mais assertiva.

O medo possibilitou a sobrevivência da nossa espécie.  Ele ativa o mecanismo de luta ou fuga em situações de perigo e permite que o nosso corpo, em poucos segundos, esteja preparado nessas circunstâncias. A questão é que, em diversas situações, os nossos medos não são reais e concretos, não estão acontecendo no momento presente, existem apenas na nossa mente que ansiosamente projeta o futuro.

Investigar os nossos medos com um olhar curioso, abrindo mão dos julgamentos internos e nomeá-los, pode ser uma boa alternativa. Ao iluminar o nosso medo, veremos que por trás dele há um pensamento que, na maior parte das vezes, não condiz com a verdade dos fatos. Ao identificar esse pensamento e questionar sua veracidade, estaremos enfraquecendo nosso bicho-papão e será mais fácil lidar com ele. Portanto, da próxima vez que um bicho-papão estiver perturbando suas ideias, lembre-se desses ensinamentos mágicos e o ridicularize!
0 Responses