Emma Watson, capa da Vanity Fair, discute sobre seus trabalhos e feminismo


Emma Watson é a capa da Vanity Fair deste mês e deu uma entrevista discutindo quase tudo que pode imaginar, incluindo o seu próximo filme "A Bela e a Fera" bem como a transição de Hermione Granger para uma embaixadora da ONU e ativista feminista.

Ao contrário de outras estrelas infantis, Emma evita o ser o centro das atenções e pode-se dizer que ela é bem diferente de outras pessoas por isso de acordo com o entrevistador Derek Blasberg:
"Ela era uma adolescente tímida, mas amigável e muito inteligente."

Outros entrevistados ainda disseram:
"Ela é muito mais como uma pessoa real do que uma estrela de cinema" - Gloria Steinem
"Ela interpretou uma bruxa muito inteligente, consistente e nobre e de alguma forma tivemos a sorte de que ela se tornou uma mulher inteligente, consistente e nobre." - Lin Manuel Miranda


Lidando com o crescimento nos filmes de Harry Potter a fama se tornou um fardo para ela. Como todos os adolescentes, ela tinha conflitos sobre sua identidade como mulher e como isso se encaixava com o mundo fora de Potter.

Apesar disso, Emma aprecia a oportunidade de ter interpretado a bruxa mais inteligente de Hogwarts, ela chama carinhosamente de "ganhar na loteria".

"Felizmente, os livros e filmes de Harry Potter não só entraram na imaginação de milhares de pessoas, mas para vários deles mudaram suas vidas. Eu conheci fãs que tem meu rosto tatuado no corpo, conheci pessoas que usaram os livros como ajuda para superar o câncer. Eu não sei como explicar isso, mas o fenômeno de Harry Potter atua numa zona diferente, atravessa a obsessão."

Lidar com paparazzi, stalkers e fãs raivosos sendo tão jovem poderia afetar negativamente, mas para Watson o que afeta é como ela interage com eles. Fotos e selfies não são muito bem vindas pela atriz pela possibilidade da foto ser postada e rastreada, em vez disso ela oferece uma conversa sobre Harry Potter ou qualquer outro assunto.



A leitura, no entanto, é algo que ela ainda é muito apaixonada, assim como Hermione e estendeu para os fãs. Começou com um clube do livro de GoodReads chamado "Nossa Prateleira Compartilhada" (do inglês, "Our Shared Shelf"), onde convida pessoas para ler junto com ela. Sua primeira escolha foi "Minha Vida na Estrada" da autora feminista e ativista Gloria Steinem. Depois, ela teve a ideia de espalhar livros nos transportes públicos de Londres para compartilhar a alegria de ler com estranhos. A leitura desempenha um papel importante em sua vida que a mesma descreveu dizendo:

"Eu cresci em sets de filmes e livros eram minha conexão com o mundo exterior. Eles eram a conexão que eu tinha com meus amigos na escola porque se eu estivesse lendo o que eles estavam lendo teríamos alguma coisa em comum. Mais tarde na vida eles se tornaram uma fuga, um meio de capacitação, um amigo em quem eu poderia confiar."

Emma amadureceu assim como Hermione, uma ativista bem falada, bonita, inteligente e nobre que não tem medo de dizer o que pensa. Se tornou uma professora de meditação profissional, mas mais importante ainda se destacou como embaixadora da ONU.

Três anos atrás a atriz percebeu que poderia usar sua fama para tentar criar um mundo melhor e mudar o foco dela para causas que se preocupa. HeforShe é apenas um exemplo. Ela se esforça em levar os homens a se preocuparem com questões feministas e que o feminismo não é apenas causa das mulheres, é uma causa que afeta todos. Em 2014, ela terminou um discurso sobre o HeforShe dizendo:

"Estou convidando você a dar um passo em frente, a ser visto e a perguntar a si mesmo: se não eu, quem? Se não agora, quando?"

Hermione é definitivamente uma feminista, ela fala o que pensa, se esforça pela igualdade e trabalha duro para as coisas que se preocupa (quem não lembra do F.A.L.E.?) e seria alguém que Watson teria orgulho.



Agora uns anos mais tarde, Emma adiciona um outro personagem feminista em sua lista. Bela de "A Bela e a Fera". Enquanto alguns argumentam que essa personagem não é feminista, é evidente que Emma discorda, a ativista até mesmo ajudou o diretor do filme a mudar um pouco o personagem para uma mulher que não é assistente de seu pai, mas que cria invenções ela mesma. Uma mulher que não usa chinelos, mas sim botas para que ela possa montar em cavalos e resolver suas próprias coisas.

"Nos esboços originais Bela usava sapatilhas de balé, que não adoráveis, não me interpretem mal, mas ela não vai conseguir fazer nada útil usando essas sapatilhas no meio de uma vila provincial francesa"
"Quando terminei o filme senti que tinha feito essa transição para ser uma mulher na tela. Bela ainda é uma princesa da Disney, mas não um personagem passivo, ela é responsável pelo seu próprio destino"

A atriz usou o papel de Bela para tornar ainda mais visível seu ativismo se certificando de tudo. Ela procurou respostas para onde suas roupas que usa em eventos foram feitas, seu impacto sobre o meio ambiente e porque ela deve usar esse tal look no tapete vermelho. Emma explica tudo isso em suas fotos no Instagram na conta The Press Tour.

Kevin Kline, o Maurice, pai de Bela no filme, ainda disse:

"Quando alguém tem um ponto de vista feminista tendemos a pensar que ela não é nada divertida. Mas uma feminista pode ser feminina, delicada, vulnerável, doce e ainda exige ser levada a sério. Emma se encaixa perfeitamente."

A cada dia Emma nos dá mais orgulho e se mostra um ícone digno de inspiração para todos nós.

Veja a entrevista na íntegra aqui.
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